#27

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TROPEÇO 
Quem adquiriu experiência teve que se ferrar,
Partiu o coração,
Morreu de medo, nadou sem saber nadar.
Ninguém aprende por osmose,
Ninguém perdoa com razão,
Infelizmente se tudo está errado
e você se sente o culpado,
Não vai pra frente não.

É gente que mata,
É gente que morre,
A gente nem percebe direito nesse corre-corre.
E você quer mudar o mundo como?
Lutando por causas perdidas?
Procurando por uma ferida pra sangrar?
O mundo a sua volta, somente,
é o que você é capaz de mudar.

Bom dia vizinho, tudo bem?
Bom dia pro vizinho chato também.
Se é falso ou sincero pelo menos é justo,
Ninguém merece se ferrar pra aprender,
Mas vai ter que ser assim.
Então desejo que você também se ferre,
Pra entender,
E aprender o que é bom e o que é ruim.


 

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#26

cabide

 

(DR) AMA

 

Não há nada mais dramático que um dia de chuva.
Fingindo tristeza pra ter atenção,
Chamando pra casa o coração,
A vontade de se entregar.

À vontade,
Pode chover chorar,
Eu já tentei mas não consegui,
A minha alegria voltou e meu sarcasmo é sorrir.

Não há nada mais dramático que o silêncio,
Fingindo razão pra não ter que falar,
O que o coração sente,
O medo prende,
E a boca não aprende a falar.
Aprende então se isso te prende.

À vontade,
Pode calar,
Eu já tentei ouvir mas não consegui,
As minhas palavras voltaram,
E meu sarcasmo é com razão.
Se choro ou rio faço questão de mostrar,
Não há nada mais sarcástico do que rimar.
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#25

cact

DEPOIS DA CURVA CHUVA
Acabou, o desespero acabou,
Mas que pena, ainda há por aí muitos desesperados.
Mostrando sua opinião pra acalmar o coração,
Que antes estava Despedaçado.

Quem liga? Quem “curte”? Quem não é vigiado?
Ninguém está livre da solidão 
Mas com o “Phone” sempre na mão,
Aí meu amigo, fica complicado.

Já estava na hora do Sol voltar,
Até eu me perdi, me estressei, 
Mas vou lhe dizer:
Hoje em dia quem é que não fica estressado?

Tanta água ainda vai rolar, 
Tanta coisa pra aprender,
E olha, eu me gabo de dizer 
Que a maioria do meu ser,
Nunca foi me ensinado.

Eu duvido, duvi-dê-ó-dó, 
Ô dó dos corações,
Precisando de emprego, 
De uma casa pra morar.
Mas ninguém muda o Amor, 
Pois o Amor não se compra,
Não se “curte”, o Amor só se dá.
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#24

 

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DESPEDAÇADO
Lá se vai mais um pedaço, desse tempo que tenho lapidado,
Aos poucos amigos e aos poucos amados.
Talvez eu não queira mais me espalhar por aí,
E muitos não irão entender.

Talvez ninguém entenda, 
E se o amor vier e rasgar a minha pele em dor,
Talvez eu nem me surpreenda.
Eu queria muitas vezes ajudar,
Da mesma forma que sou ajudado.
Eu queria muitas vezes amar,
Da mesma forma que sou amado.
Já fui sincero demais, noutras apenas sofri,
Quem sabe eu seja mesmo um monte de pedaços,
Espalhados por aí.

E quando chegar o fim, 
Quem irá me olhar nos olhos? 
Quem irá me dizer adeus?
Eu queria muitas vezes morrer agora
Mas morrer apaixonado.
Muitos sentirão minha falta, 
Tantos que ainda nem sei.
Não salvei a ninguém, não senti tanta dor,
Talvez seja por isso que amo tanto poucas coisas,
E são nessas poucas que eu deposito todo o meu amor.
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#23

CABIDE MUSICAL
Essa descreve um pouco,
Das muitas coisas que gosto, 
E outras que aprendi a valorizar.
Alguém importante por perto, 
Um bom café e um dia ensolarado, 
Despedida é uma das minhas músicas/escritas preferidas.

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#21

CABIDE MUSICAL

Música é um dos meus hobbys preferidos. 
Fiz um compacto dentro da minha própria casa,
com músicas autorais e produzido com toda 
simplicidade e os recursos que possuo. 

Intitulado “Uns minutos a mais” 
Essa é a 1º música na versão do disco. 
A ideia é registrar de forma simples
as boas recordações desse “Tempo”, que é curto.

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